A grife RS da Audi nasceu em 1994 na forma do mítico RS 2 Avant, feito em parceria com a Porsche, e rendeu inúmeros modelos ao longo dos anos, mas só tinha um único SUV pra chamar de seu: o RS Q3. Isso mudou em 2019 com o nascimento do RS Q8 que passou a ser o mais caro da família e, também, um dos mais poderosos.

Na reta final do ano passado, a história ganhou mais um capítulo interessante com a chegada do RS Q8 Performance ao Brasil, variante ainda mais poderosa e reestilizada do RS Q8 tradicional. Recentemente tive contato com o grandalhão nervoso durante o último Audi Driving Experience e vim aqui contar tudo pra você. Bora!

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Gostou da cor? Se chama Vermelho Chili, tem acabamento metálico e é oferecida sem custo extra.

Gigante amigo… ou não

O RS Q8 é a variante de alta performance do Q8, um utilitário esportivo de grande porte que é irmão de projeto de diversos outros carros do grupo VAG como o Porsche Cayenne, VW Touareg, Bentley Bentayga e até o Lamborghini Urus. Já tive a chance de fazer uma avaliação completa com o Q8 e você pode ler através desse link.

O Q8, por si só, já é um carro imponente, mas o RS Q8 eleva isso a outro nível porque une o porte avantajado e o visual futurista a um desempenho mastodôntico, garantido pela união de um motor 4.0 V8 biturbo a uma transmissão automática de oito marchas e o icônico sistema de tração integral quattro. É pra ninguém botar defeito.

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Pesando 2 toneladas e meia, gosto de chamar o RS Q8 de “elefante germânico”.

Esse V8 de quatro litros gera até 640cv e 86,7kgfm de potência e torque máximos, o suficiente pra levar o RS Q8 Performance de 0 a 100km/h em apenas 3,6 segundos e a uma máxima de 280km/h – ou 305km/h se acrescentar o desbloqueio opcional de 25 mil reais. Tudo isso em um conjunto que pesa 2.515kg.

Agora para pra pensar: imagina botar, na sua mão, um mamute de 5,02m de comprimento e 2,5 toneladas que vai de 0 a 100km/h em menos de quatro segundos. Tem que ter muito bom senso, prática, autocontrole e engenharia pra que uma tragédia não aconteça, concorda? É por isso que fui testá-lo em um autódromo!

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Bancos são envolventes e podem ficar ainda mais; as abas laterais são ajustáveis eletronicamente.

Mogi Guaçu/SP – meu contato com o Audi RS Q8 Performance se deu no autódromo Velocitta, no município de Mogi Guaçu, SP. Trata-se de uma pista bastante famosa, conhecida por seu traçado mais técnico e repleto de curvas, fazendo dela um ambiente naturalmente desafiador pra um carro com as credenciais do RS Q8.

Devido a sua altura elevada, tanto da carroceria total quanto do vão livre do solo, SUVs tendem a inclinar mais em curvas do que outros veículos de passeio, o que pode gerar situações incômodas ou até perigosas. No esportivo da Audi, entretanto, isso quase não acontece, o que impressiona já nos primeiros metros.

Dotado de tecnologias como suspensão a ar adaptativa e esterçamento das rodas traseiras, o RS Q8 Performance contornou o traçado do Velocitta com um comportamento neutro e muito seguro. Não é afiado e preciso como o Cayenne Turbo GT, mas não decepciona nem um pouco e mostra que o carro aguenta desaforo.

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Discos de freio de carbono-cerâmica medem 440mm na dianteira, maiores que uma roda aro 17. Pneus são 295/35 ZR23.

O que também impressionou foi a progressividade da aceleração. Mesmo entregando tanta força bruta (e estando no modo Dynamic), você não se assusta nas acelerações porque o RS Q8 não dá “coices” ou patadas; ele se comporta muito mais como um bom SUV de luxo do que como um monstro desenfreado, passando confiança.

Isso é bom porque mostra que o RS Q8 é mais equilibrado e “domável”; se procura brutalidade, os irmãos da Porsche e Lamborghini já cumprem o papel. Além disso, não adianta ser muito forte e não saber usar/dosar essa força, coisa que o RS Q8 mostra ser capaz de fazer com maestria mesmo quando provocado.

Os números da ficha técnica deixam claro que não é um carro lento, mas a sensação é a de que ele pode ser mais explorado, algo que a turma dos “remaps” e “stages” vai adorar porque não faltam receitas pra deixar o EA825 (código interno do motor) ainda mais poderoso. Em suma, é um míssil teleguiado.

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Espaço (e mimo) não é problema dentro do RS Q8 Performance.

Além disso, o RS Q8 Performance ainda é um modelo premium e que custa mais de 1 milhão de dinheiros – R$1.339.990 segundo a tabela atual (ago/26). Por isso não faltam mimos: faróis Matrix, ar-condicionado de quatro zonas totalmente configurável, som Bang & Olufsen 3D, freios de carbono-cerâmica e muito, muito mais.

A Audi ainda oferece opcionais como faróis HD Matrix com luz alta a laser (R$26.000), visão noturna (R$30.000), detalhes em carbono por dentro e por fora (até R$20.000) e, é claro, a gama de cores Audi Exclusive com tonalidades que saem por R$75.000 ou mais, tudo pra que seu RS Q8 saia do seu jeito por todos os lados.

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Dessa vez a Volta foi, de fato, bem Rápida!

Tudo que é bom dura pouco, né? Pois bem. Meu contato com o RS Q8 Performance foi bem rápido (literalmente), mas valeu a pena. O maior RS de todos mostrou que honra os irmãos menores e que tem potencial de agradar aos mais abastados que buscam diversão sem comprometer a graça e o gosto de usar o brinquedo diariamente.

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